sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ARUNDHATI ROY - O MINISTÉRIO da FELICIDADE ABSOLUTA

Arundhati Roy é a autora do livro "O deus das pequenas coisas", publicado em 1997 e que ganhou vários prêmios importantes na época. Vinte anos depois ela publica O MINISTÉRIO da FELICIDADE ABSOLUTA. Após o lançamento de "O deus das pequenas coisas" ela em uma entrevista disse que não pretendia escrever mais ficção. Em vinte anos ela publicou 17 livros de ensaios sobre cinema e arte, que não foram traduzidos para a língua portuguesa.
Hoje acabei de ler "O ministério da felicidade absoluta" e fiquei tão embevecida quanto quando terminei de ler o seu primeiro romance, já citado, em 1998. Enquanto no primeiro romance ela escreveu sobre três gerações de uma família do Kerala, região ao sul da Índia, nesse segundo ela escreve sobre pessoas, ao norte da Índia, nos movimentos de disputa por Caxemira (entre hinduístas e paquistaneses muçulmanos e siques). A historia começa com o nascimento de uma criança. " Ela era a quarta de cinco filhos, nascida numa noite fria de janeiro, à luz de lampião (energia cortada), em Shabjabanabad, a cidade murada de Delhi. Ablam Baji, a parteira que a trouxera ao mundo e a colocara nos braços da mãe enrolada em dois xales, disse :' é um menino'. Dadas as circunstancias, seu erro era compreensível".
A partir dessa personagem todas as outras se desenrolam ao seu redor e com várias vertentes, mas tudo tem a ver com as disputas politicas por Caxemira, comunistas maoístas, siques que transitam nos dois lados (esquerda/direita) , hinduístas com suas castas, dos muito ricos & dos muito pobres , cristãos, modernização da Índia. Belo livro. Bela historia.
  
EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS, SP 2017
Tradução de José Rubens Siqueira
Capa Mayank Austen Soofi

2 comentários:

Carlos Faria disse...

Talvez um dia, gostei do primeiro, mas não foi das obras mais marcantes em mim.

Pedrita disse...

ufa, consegui aparecer. corrido aqui esses dias. quero muito, mas muito ler. eu gostei demais de o deus das pequenas coisas e a capa é igualmente maravilhosa. eu não lembro, vou tentar achar, sobre o que ela diz pelo tempo que ficou sem escrever. se achar te passo. estou muito curiosa pra ler. beijos, pedrita