quinta-feira, 24 de novembro de 2016

AS VIDAS DE DUBIN - BERNARD MALAMUD

Eis aqui mais um livro do Bernard Malamud que eu consegui achar! Desta vez  o encontrei em Búzios, quem diria. A história de um biografo, casado com uma viúva já mãe de um menino, que ele conhece através daquelas seções de jornais e revistas em que pessoas escreviam procurando alguém para casar, pelos idos anos 50 do século XX! O casamento se torna uma rotina, depois que nasce a filha do casal. Ele trai a mulher discretamente e ela finge que nada está acontecendo... Com 56 anos ele se apaixona por uma garota de 20 anos. E ai a cobra vai fumar...
O estilo literário do Malamud é muito simples e agradável como uma voz que nos fala diretamente, sem rodeios as coisas da vida, das ansiedades, medos, depressões, alegrias e sem moralismo religioso.


EDITORA NOVA FRONTEIRA, RJ, 1980.
Sem informações de tradução e capa, por ser um livro bastante manipulado, velho....

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ANA BOLENA - biografia - EVELYN ANTHONY

Eu sempre quis conhecer a historia das mulheres do Rei inglês, Henrique VIII; e apareceu essa oportunidade e agarrei-a imediatamente. Esse livro estava na caixa de livros para doação na biblioteca de Buzios..
Foi publicado em 1957, mas a ortografia não mudou em nada o conteudo e foi uma leitura muito boa e esclarecedora. É uma biografia  chamada de "romance historico". A imaginação da autora é muito boa mas ela não inventa muita coisa do que aconteceu realmente.
O Rei Henrique é descrito por Evelyn Anthony como um homem galante, bonito, com 1.90 aproximadamente, ruivo, mulherengo, porém 
não é um cara sexual,( inclusive a Rainha Ana Bolena o acusa de impotente, fazendo esse comentário um segredo entre ela e o seu irmão Jorge Bolena), e esse será o motivo da morte do irmão dela que o declara assim no meio do julgamento dos  dois que foram acusados de cometerem incesto.
Henrique é casado com a Catarina de Aragão, a infanta espanhola filha de Fernando e Isabel de Castela, poderosos reis católicos de Espanha. O primeiro marido dela é Arthur, irmão do Henrique que casa com ela aos 15 anos por imposição do seu pai o Henrique VII; mas o Arthur morre e o pai continua querendo a ligação com a Espanha e obriga o Henrique VIII a casar com ela, mas ele não quer. Porém, quando o rei Henrique VII morre, o Henrique aos 18 anos herda a coroa e resolve casar com ela que é bem mais velha do que ele. Ela não consegue gestar até o final e sempre aborta no meio das gestações. Ou a criança morre ao nascer. Depois de ficar grávida cinco vezes, sem sucesso, ela consegue gestar e parir uma menina frágil e doentia, que se chamará Maria ( a Catarina é uma rainha fanática católica, tipo piedosa). Mas o rei é um safado e come as suas damas de honra. Ele tem um caso com uma mulher, que passa na historia sem muitos registros, e tem dois filhos com ela mas não os declara herdeiros legítimos para sucessão; ao mesmo tempo tem um caso com  a Sra. Maria Bolena, também dama de honra da rainha; essa Maria Bolena tem uma irmã que foi enviada para ser educada na  corte francesa, a Ana Bolena, a heroína dessa historia.. Quando ela retorna para a Inglaterra ela se torna dama de companhia da Rainha Catarina e é assediada pelo Henrique. Que não é correspondido. Mas ela a persegue. E ela diz que não vai ser sua amante e só dar  se ele casar com ela! Ele começa um processo de divorcio que o papa Clemente não dá. Ficam numa relação estranha por seis anos!  Por fim ele é aconselhado por um sujeito chamado Cromwell, babaovo da Ana Bolena a romper com a igreja católica e fazer a sua própria igreja, sendo o Rei Henrique seu soberano mor. Assim Henrique finalmente casa com a Bolena que fica gravida e para desespero do rei pari uma menina, que se chamará Isabel (quando adulta tem a alcunha de Isabel, a rainha virgem). Quando Ana Bolena engravida já  tem uma dama de honra que o Henrique começa a comer, que se chama Joana Seymour; logo o rei e o ministro Cromweel armam uma intriga e declaram a Bolena adultera. Ela é julgada e decapita. Ele casa com a Seymour que morre ao parir um varão, o futuro rei Eduardo..
E a historia depois fica quente quando as duas filhas do Henrique reinam. Com uma diferença de 17 anos entre elas. A Maria, católica fanática como a mãe, reina matando os protestantes; a Isabel que reinou 44 anos reina matando os católicos, pois é protestante!
As historias de ambas já viraram vários filmes!
EDITORA CULTRIX, 1957
TRADUÇÃO DE NAIR DE LACERDA.


sábado, 5 de novembro de 2016

NADINE GORDIMER - O MELHOR TEMPO É O PRESENTE


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A escritora sul africana Nadine Gordimer, que faleceu aos 92 anos foi uma ativista dos direitos dos povos africanos.
Filha de judeus e nascida na Africa do Sul, em 1923, ganhou o premio Nobel de Literatura em 1991;  A Gorrdimer escreveu entre romances e poesias mais de 30 livros. Seu tema central foi sobre o apartheid , mesmo depois da libertação e do Governo do Nelson Mandela. Sua mãe foi uma importante
 ativista que trabalhou voluntariamente para uma melhor qualidade de vida das crianças na época em que a Nadine era apenas  uma criança.
Esse é o ultimo livro que ela escreveu.

Esse romance se passa na época em que o sucessor de Nelson Mandela se elege presidente. Se corrompe com a industria bélica e deixa todos os antigos revolucionários sobreviventes sem um prumo. Os personagens principais são tres casais de guerrilheiros. Um desses casais é formado por um judeu branco e uma negra protestante, cujo pai é um eminente pastor zulu. Eles vivem uma vida burguesa com os filhos em escolas especiais, ricas; sendo o homem, um professor universitário e a mulher uma advogada de direitos humanos.  Gostei da leitura, pois me fez lembrar muito o governo do PT no Brasil!

Publicação da Companhia das Letras, SP, 2014
Traduzido por Paulo Henriques Britto
Foto da capa SOUND SYNTAX,de Karel Nel, 2008.

       
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BROOKLYN, SEM PAI NEM MÃE - JONATHAN LETHEM

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Fazia muito tempo que eu não lia um livro de suspense, gênero policial, embora esse não tenha nenhum policial como personagem principal! Além de bem escrito, leve, com um humor agradável, ele fala de situações bem reais sem afetações.Gostei muito. Por acaso eu encontrei esse exemplar na pretensa feira de livro , tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo mantém no meio dos saguões de suas respectivas rodoviárias. Custou a bagatela de  10.00 reais e é uma publicação da Companhia das Letras.

"Eu tenho a síndrome de Tourette", adverte o narrador já nas primeiras linhas deste romance que em 1999 ganhou o prestigioso National Book Critics Circle Award. Lionel Essrog sofre desse distúrbio neurológico em que as mãos têm o impulso irrefreável de tocar pessoas e objetos, os olhos piscam repetidamente e as palavras saem da boca de forma incontrolável e desconexa. Criado num orfanato, Essrog cresceu hostilizado pelos companheiros. Ninguém entende seu comportamento sui generis , até que Frank Minna, pequeno mafioso do Brooklyn, tira-o do orfanato e lhe oferece trabalho numa empresa de táxi que serve de fachada para uma agência de detetives, que por sua vez serve de cobertura sabe-se lá para que negócios escusos.O idílio de Lionel com a existência termina com o misterioso assassinato de Minna. Reconduzido à solidão, lutando contra as urgências da sua Tourette, ele tentará descobrir o autor da morte da única pessoa que o compreendeu - Minna, que o chamava de Show de Aberrações Humanas.Considerado um dos escritores mais inventivos da nova geração de escritores americanos, Lethem renova a ficção policial ao contar a história insólita e comovente desse detetive que não controla as próprias mãos e muito menos a língua"


 Publicado em 2002 pela Companhia das Letras.
Tem uma bela capa, reprodução de uma obra de arte.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O SOLAR - ISAAC BASHEVIS SINGER

                                                                           Resultado de imagem para O SOLAR- Isaac Bashevis Singer

Eu adoro esse autor. Polonês, naturalizado norte-americano e que escrevia em iídiche. Li que dois sobrinhos dele traduziam sob a sua supervisão os livros para o inglês. Desde que o descobri, bisbilhotando as prateleiras da Livraria Cultura, em Recife, me apaixonei e li tudo que encontrei. Sendo que o primeiro foi uma coletânea de Contos, todos maravilhosos. O I.B.Singer ganhou o premio Nobel de literatura em 1978.
Em O Solar ele narra a vida dos judeus poloneses desde à época da insurreição polonesa em 1863 até o final do século XIX. O choque entre a tradição e a renovação, entre o piedoso misticismo e o livre pensamento, a dúvida e o niilismo.
Esse livro estava numa grande caixa para ser doado (em Búzios, RJ) em meio a outros tantos livros e eu assim que o vi, logo o agarrei!
Uma leitura prazerosa e revigorante para o pensamento,
Publicado pela FRANCISCO ALVES EDITORA S/A,RJ, 1984
Traduzido por Aurea BritoWeissenberg
Não tem referencias a capa.