quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O GANSO SELVAGEM - OGAI MORI

OGAI MORI AUTOR JAPONES POUCO CONHECIDO NO BRASIL.
É O SEGUNDO LIVRO QUE EU LEIO DELE. ADOREI!
EDITORA TESSITURA,BELO HORIZONTE, 2010

terça-feira, 15 de agosto de 2017

CARMA COLA - GITA MEHTA

Primeiro livro dessa autora indiana que eu leio; foi o livro eleito para carregar na bolsa e ler nas filas de espera ou no metrô,  ao mesmo tempo em que eu lia Arundhati Roy "O MINISTÉRIO da FELICIDADE ABSOLUTO . 
Carma - Cola são pequenas histórias em que Gita Mehta narra algumas más experiencias de ocidentais de vários países, como França, EUA, Inglaterra, Dinamarca, Itália, Alemanha, Noruega, Suécia,  e até Brasil que se envolvem com todo tipo de gurus falsos ou não numa corrida desesperada para se livrarem do tédio e do desespero de um mundo cada vez mais materialista. O ocidental na procura dos mestres, pandits e gurus indianos e todos os mitos de tudo isso chamado  "espiritualismos". Muitos artistas fizeram esse caminho para a Índia.
Gostei muito. E já adquiri "RAJ", o livro dela mais conhecido entre nós, ocidentais.


EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS, SP, 1999

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ARUNDHATI ROY - O MINISTÉRIO da FELICIDADE ABSOLUTA

Arundhati Roy é a autora do livro "O deus das pequenas coisas", publicado em 1997 e que ganhou vários prêmios importantes na época. Vinte anos depois ela publica O MINISTÉRIO da FELICIDADE ABSOLUTA. Após o lançamento de "O deus das pequenas coisas" ela em uma entrevista disse que não pretendia escrever mais ficção. Em vinte anos ela publicou 17 livros de ensaios sobre cinema e arte, que não foram traduzidos para a língua portuguesa.
Hoje acabei de ler "O ministério da felicidade absoluta" e fiquei tão embevecida quanto quando terminei de ler o seu primeiro romance, já citado, em 1998. Enquanto no primeiro romance ela escreveu sobre três gerações de uma família do Kerala, região ao sul da Índia, nesse segundo ela escreve sobre pessoas, ao norte da Índia, nos movimentos de disputa por Caxemira (entre hinduístas e paquistaneses muçulmanos e siques). A historia começa com o nascimento de uma criança. " Ela era a quarta de cinco filhos, nascida numa noite fria de janeiro, à luz de lampião (energia cortada), em Shabjabanabad, a cidade murada de Delhi. Ablam Baji, a parteira que a trouxera ao mundo e a colocara nos braços da mãe enrolada em dois xales, disse :' é um menino'. Dadas as circunstancias, seu erro era compreensível".
A partir dessa personagem todas as outras se desenrolam ao seu redor e com várias vertentes, mas tudo tem a ver com as disputas politicas por Caxemira, comunistas maoístas, siques que transitam nos dois lados (esquerda/direita) , hinduístas com suas castas, dos muito ricos & dos muito pobres , cristãos, modernização da Índia. Belo livro. Bela historia.
  
EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS, SP 2017
Tradução de José Rubens Siqueira
Capa Mayank Austen Soofi

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

RAQUEL DE QUEIROZ - LAMPIÃO / A BEATA MARIA DO EGITO

 Terminei de ler esse livro da escritora cearense Raquel de Queiroz em forma de teatro.
    LAMPIÃO, é uma peça que foi escrita em 1953; me surpreendeu muito o teor feminista do personagem da Maria Bonita, que aqui nessa ficção era casada com um sapateiro molenga e tinha dois filhos. Ela se oferece a lampião através de uma carta que  manda entregar por um jovem mensageiro, que é um irmão adolescente do Lampião. O cangaceiro aceita o oferecimento e vai na sua casa busca-la. Então ela abandona o marido e os dois filhos e segue pro cangaço com o homem destemido como ela desejava e com muita garra.
A BEATA MARIA DO EGITO, é uma peça que foi escrita em 1958 e conta a historia de uma jovem mulher que junta um mote de homens para defender o Padre Cicero do Juazeiro do governo federal do Brasil. Outra personagem feminista e guerreira.
As duas peças foram publicadas em um só volume em 2005 pela José Olimpo Editora.
Achei esse exemplar no sebo de rua na General Artigas no bairro carioca do Leblon, RJ e me custou apenas 5 reais, "novinho em folha", como se diz em Recife.
Gostei muito e me impressiona a escritora Raquel de Queiroz ser tão pouco valorizada pelo povo brasileiro.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

JONATHAN SAFRAN FOER --- EXTREMAMENTE ALTO & INCRIVELMENTE PERTO


Acabei de ler. O escritor norte americano Jonathan Safran Foer é bem jovem, e esse livro é o seu segundo romance. Gostei demais; é a historia de um menino de 9 anos cujo pai morre no atentado de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque USA.
Comprei-o num sebo de rua, no bairro do Leblon na rua João Lira, e novo. Já fazia tempo que eu queria conhecer a obra desse autor. Ao pegar no livro já gostei do que eu li na contracapa:
"O segundo romance de Jonathan Safran Foer é tudo o que dele se esperava -ambicioso, pirotécnico, enigmático e, acima de tudo, extremamente comovente em seu retrato do órfão Oskar. As intensas emoções que ele provoca são sentidas de verdade e não artificialmente." Salman Rushdie
Recentemente o Foer lançou o seu quarto livro "Aqui estou", que eu já estou com vontade de ler. Um bom autor de obras contemporâneas, bem do jeito que eu gosto. Da obra dele tem um filme maravilhoso "Uma vida iluminada" protagonizado por Elijah Wood, o Frodo do filme  SENHOR DOS ANÉIS.

EDITORA ROCCO,RJ, 2006
Traduzido por Daniel Galera
Capa: Gray 318


domingo, 23 de julho de 2017

O JARDIM DAS DELICIAS DO XEIQUE NEFZAUI -

Ao contrário do VITA SEXUALIS, literatura erótica japonesa, esse livro que foi traduzido do árabe para o inglês por Sir RICHARD BURTON, o aventureiro inglês, súdito da coroa britânica que, no seculo XVIII conseguiu ser o primeiro branco a peregrinar a Meca, nada tem de filosófico.
Aqui o livro narra com uma linguagem bem xula os deleites sexuais do ponto de vista masculino. Livro atribuído a um estranho erudito (que ficou no anonimato) entre os anos 1349 e 1433.
Li os dois livros simultaneamente. Enquanto em "Vita Sexualis" eu absolvi as nuances e o requinte do sábio japonês, nesse "O Jardim das delicias" eu dei muitas gargalhadas com  as absurdas maneiras do homem árabe dessa época tratar o assunto relacionado ao sexo e principalmente a forma misógina de tratar as mulheres e os assuntos femininos. Tinha que rir para não me enervar!

Essa edição de 1968 foi publicada pela Editora de Brasilia, foi traduzido por Marcos Santarita.
Não informam a autoria da capa.

VITA SEXUALIS --- OGAI MORI

Eu não conhecia nada desse escritor japonês. Mas logo o apanhei quando li o título passeando pela livraria da Travessa, no shopping Leblon! Folheei, li uns tópicos e o achei curioso. Comprei. Quando fui para Búzios no inicio desse mês de Julho o levei para ler durante a viagem, pois se trata de um livro pequeno, de poucas páginas e letras graúdas, fácil de ler.
Preciso situar o escritor Ogai Mori. Ele nasceu em 17 de fevereiro de 1862, formado em medicina, com 19 anos pela Escola de Medicina de Tóquio foi enviado pelo exercito imperial japonês para se aprimorar em cirurgia na Alemanha, quando se apaixonou pela literatura ocidental. Começou escrevendo pequenos contos e criticas em jornais  literários. Faleceu em Tóquio em 22 de julho de 1922.


O personagem principal é um professor de filosofia, adorado pelos alunos por não ter métodos tradicionais para ensinar a filosofar....

Foi exatamente esse paragrafo foi quem me pegou para ler o livro VITA SEXUALIS:
 "Kanai voltou para casa com o livro emprestado e, dispondo por coincidência de algum tempo livre, começou a lê-lo na mesma noite. À medida que foi lendo,chegou a um trecho que discursava sobre estética, o qual o espantou sobremaneira. Estava escrito ali o seguinte: toda arte é LIEBSWERBUNG. É uma tentativa de persuasão. É demonstrar ao publico um desejo sexual, defende o livro. Sob esse ponto de vista, tal como se o sangue da menstruação pudesse se atrapalhar e sair pelo nariz, teríamos que o desejo sexual poderia se transformar em telas, em esculturas, em musica, em romances e em roteiros.. Ao mesmo tempo que se espantou, Kanai pensou: esse sujeito é estrambótico, no entanto, por que não haveria ele expandido um pouco mais sua teoria e afirmado que tudo o que ocorre na vida não é senão uma demonstração de nosso desejo sexual? Se fosse capaz de fazer uma teoria como essa, poderia pela mesma linha de raciocínio propor que tudo é demonstração desse desejo. Não há nada mais fácil  que explicar religião como se fosse um desejo sexual. É comum alguém dizer que está casado com Cristo. Entre as freiras louvadas como santas, muitas são as que,na pratica, estavam apenas demonstrando seu desejo sexual na direção da perverse." E, entre aqueles que se tornaram mártires, há tanto sadists  quanto masochists . Colocando-se as lentes da lascívia, veremos que a força- motriz por trás de toda a ação humana reside tão somente no desejo sexual."  p.14 e p.15.

EDITORA ESTAÇÃO LIBERDADE LTDA. SP, 2014
Tradução de FERNANDO GARCIA
IMAGEM DA CAPA :pintura de KITAGAWA UTAMARO (1753?-1806